SINAIS COMPORTAMENTAIS COMO UM AUXÍLIO NO DIAGNÓSTICO CLÍNICO EM CÃES SENIS SUSPEITOS PARA DISFUNÇÃO COGNITIVA CANINA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

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Data
2025-08-13
Autores
SILVA, BEATRIZ RODRIGUES DA
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Resumo
Com o avançar da medicina veterinária e os cuidados por parte do dono de cães a expectativa de vida desses animais aumentaram, consequentemente se são tornam mais propensos a desenvolver doenças degenerativas, como a Disfunção Cognitiva Canina (DCC), esse distúrbio é similar a doença de Alzheimer em humanos. Animais com esse distúrbio apresentam alterações comportamentais, como desorientação, mudança nos relacionamentos sociais, ciclo sono-vigília, comportamento relacionado à memória. Aplicação do questionário comportamental através da percepção do tutor é o método utilizado para diagnóstico. Esta forma de diagnóstico apresenta resultados eficientes e indispensáveis, visto que o diagnóstico definitivo só é possível post-mortem. Além disso, é necessário excluir doenças sistêmicas que alteram o comportamento animal. O objetivo desta pesquisa foi analisar sinais comportamentais como um auxílio no diagnóstico clínico em cães senis suspeitos para disfunção cognitiva canina. A pesquisa refere-se a uma revisão integrativa bibliográfica, pois é possível examinar pesquisas anteriores que tratam do mesmo tema e discutir seus resultados. Foi utilizado um total de 13 trabalhos acadêmicos publicados na base de dados como PubMed, ScienceDirect, Scielo e Google acadêmico, as pesquisas publicadas foram encontradas através dos descritores ―Disfunção cognitiva canina‖, ―Diagnóstico de disfunção cognitiva canina‖ e ―Alzheimer em cães‖ na língua inglesa e portuguesa. Observou-se que as categorias comportamentais foram interação social/ambiental, ciclo sono-vigília, hábito higiênico e desorientação. Entre os comportamentos mais específicos houve uma prevalência de dormir mais durante o dia, caminhar mais durante a noite, olhar vago, irritabilidade e problemas de eliminação. Diante dos resultados ficou evidente que os sinais comportamentais auxiliam no diagnóstico da disfunção cognitiva canina, como também servem para acompanhar a evolução da doença. Além disso, foi demonstrado que as mudanças de comportamento são úteis em estágios iniciais da DCC. Não menos importante, foi evidenciado que a exclusão de doenças sistêmicas ou medicamentos que alteram o comportamento é uma etapa crucial para aumentar a acurácia e fechar um diagnóstico clínico.
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