O USO TRADICIONAL DA ALFAVACA CRAVO (Ocimum gratissimum L.) COMO PRÁTICA TERAPÊUTICA NO TRATAMENTO DE SINTOMAS GRIPAIS: Uma revisão integrativa da literatura.

Resumo
O presente estudo aborda o uso tradicional da alfavaca-cravo (Ocimum gratissimum L.) como prática terapêutica no tratamento de sintomas gripais, considerando a interface entre saberes etnomedicinais e evidências científicas. O objetivo foi analisar, por meio de uma revisão integrativa da literatura, as evidências relacionadas ao potencial terapêutico dessa espécie no manejo de sintomas respiratórios. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, desenvolvida a partir de busca sistematizada nas bases PubMed, SciELO e Scopus, utilizando descritores em português, inglês e espanhol, combinados por operadores booleanos. Foram incluídos estudos publicados entre 2020 e 2026, disponíveis na íntegra e relacionados ao uso tradicional e às propriedades farmacológicas da espécie. O processo de seleção seguiu as recomendações do protocolo PRISMA, resultando em 12 estudos incluídos na análise final. Os resultados evidenciaram que a Ocimum gratissimum L., é amplamente utilizada na medicina tradicional para o tratamento de sintomas gripais, como tosse, febre e congestão nasal, especialmente em comunidades que mantêm práticas etnomedicinais. Do ponto de vista científico, os estudos destacam a presença de compostos bioativos, como o eugenol, associados a propriedades antimicrobianas, anti-inflamatórias, antivirais e imunomoduladoras, que justificam seu uso terapêutico. Conclui-se que há consonância entre o uso tradicional e as evidências científicas disponíveis, indicando o potencial da alfavaca-cravo como prática terapêutica complementar, embora sejam necessários estudos clínicos que aprofundem a compreensão sobre sua eficácia e segurança.
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