Mestrado em Letras

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    CINEMA E ENSINO: apontamentos, reflexões acerca do letramento cinematográfico
    ( 2023-01-09) SILVA, RANIERE NUNES DA
    O trabalho se insere na área dos estudos literários, especialmente no campo do cinema e educação. Nesse sentido, buscou-se discutir a linguagem cinematográfica, com ênfase nos letramentos visual e cinematográfico, bem como as abordagens teóricas para a análise de imagens. Diante disso, propõe, com a decupagem temática do filme Morte e Vida Severina, a identificação dos planos e sua influência na construção de sentido para o leitor/espectador. O arcabouço teórico dessa pesquisa assenta-se nos estudos sobre a Gramática do Design Visual (KRESS; VAN LEEUWEN, 2000), Semiótica de Peirce (PEIRCE, 2005), Estética da Recepção (JAUSS,1994). Utilizou-se, também, dos estudos a respeito da Formação do Desenvolvimento Estético (HOUSEN, 1983; PARSONS, 1987), o modelo para análise de imagens de Panofsky (2002) Aumont, J. (1995; 1996) Joly, M. (1996), as discussões sobre os fundamentos do cinema embasaram-se nas pesquisas de Field (2001), Mascarello, F. (2006), Machado, A. (1997) e outros autores como Santaella, L. (2002), Pillar, A. D. (2006), entre outros. Selecionou-se, para o estudo, seis imagens da animação Morte e Vida Severina. A princípio, serão analisadas duas imagens a partir de três perspectivas: produção, potências simbólicas e contexto social; as outras quatro, por sua vez, serão analisadas sob um enfoque nos planos e enquadramentos. Diante do exposto, espera-se poder contribuir para a construção de conhecimento, especialmente no campo educacional, uma vez que os estudos imagéticos e fílmicos auxiliam, pois, para a educação do olhar. Palavras-chave: Letramento cinematográfico; Cinema e educação; Análise de imagem.
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    LITERATURA INFANTIL E JUVENIL BRASILEIRA SOB UMA NOVA PERSPECTIVA: as tecnologias digitais da informação e comunicação e o ensino de literatura no contexto escolar maranhense
    ( 2022-12-12) SANTOS, MARIA SOUSA
    Trata-se de uma pesquisa bibliográfica exploratória, na qual apresento, por meio de uma revisão integrativa da literatura, os principais estudos sobre as tecnologias digitais da informação e comunicação, aliadas ao Ensino de literatura infantil e juvenil, nas escolas maranhenses, obtidos a partir dos bancos de dados Google Acadêmico e Repositório Digital da Universidade Federal do Maranhão – UFMA. Para tanto, além de utilizar-me de informações importantes para esta construção, contidas nos achados da pesquisa, busquei apoio em teóricos que tratam da evolução das tecnologias digitais da informação e comunicação como Lévy (1999), Santaella (2003), Rojo e Moura (2019) e Martino (2015); naqueles que tratam do uso dessas tecnologias na educação, entre eles Libâneo (2011), pesquisa TIC Educação (2010, 2019), Bacich, Neto e Trevisani (2015), Tori (2017), Moran (2013) entre outros; no letramento literário de Cosson (2010, 2019, 2020, 2021); nas transformações literárias e propostas de inovações para este campo do conhecimento enfatizada por Zilberman (2008, 2009, 2012), Coelho (2010), Lajolo e Zilberman (2007, 2017), Lajolo (2000, 2010, 2018), Silva (2008), Silva (2017) e diversos outros autores. Por fim, apresento algumas estratégias e sugestões de atividades, embasada principalmente na sequência didática de Cosson (2021), voltadas para o ensino de literatura infantil e juvenil, atreladas às tecnologias digitais no contexto escolar. Pois, mediante ao estudo realizado, percebi que é urgente a necessidade das escolas, juntamente com os educadores/mediadores, adotarem uma nova postura frente a essa realidade tecnológica e multimidiática. Além disso, observei que é de extrema relevância a inserção das TDICs nos ambientes escolares, bem como aliá-las ao ensino da literatura infantil e juvenil para auxiliar no processo de formação de leitores. Palavras-chave: Literatura infantil e juvenil; Tecnologias digitais; Letramento literário.
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    O JORNAL NA SALA DE AULA PARA ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL: Uma abordagem da semântica de contextos e cenários
    ( 2022-12-12) MACEDO, ISABEL DELICE GOMES
    Uma das formas de estimular a aprendizagem, em sala de aula, é por meio da utilização eficiente do Livro Didático. A partir da leitura e, consequentemente, produção de textos, que valorize o estudo da Semântica, é possível auxiliar professores e alunos na interpretação do significado e sentido de palavras, frases e expressões. Assim, entendemos que esse material é capaz de contribuir com os(as) estudantes a desenvolverem de forma coerente e coesa a escrita. Nessa perspectiva, consideramos indispensável a valorização dos saberes adquiridos pelos(as) discentes em toda trajetória de vida, os quais deverão ser usados nos materiais escritos, por meio do fator memória, onde serão enfatizados, ampliando de forma efetiva os conhecimentos. Este trabalho está situado na área de Estudos Literários e Estudos Linguísticos, mais especialmente na abordagem da linha de pesquisa Memória, Linguagem e Ensino. Nosso corpus se constitui nos Livros Didáticos da coleção “Se Liga na Língua: Leitura, produção de texto e linguagem” – 6º e 7º anos, de Escolas Públicas Municipais de Imperatriz – MA. Como objetivo geral, pretendemos compreender como o ensino da Semântica da Língua Portuguesa auxilia na Produção Textual de estudantes do Ensino Fundamental – Anos Finais. Os procedimentos metodológicos utilizados foram análise qualitativa, pesquisa documental, exploratória e explicativa, com fundamentação teórica específica em Semântica de autores como: Ullmann (1964); Ferrarezi Jr. (2008, 2010 e 2019); Ferrarezi Jr. e Basso (2013); entre outros. Dessa forma, ao envolvermos o estudo dos aspectos semânticos, identificamos a capacidade do(a) estudante adiquirir conhecimentos críticos, quanto ao uso da língua materna, mais precisamente, no que diz respeito à atribuição de sentido das palavras e sentenças, para uma produção textual eficaz. Concluimos que é possível ampliar o estudo semântico, a partir do Livro Didático, para além do estudo formal dos anos finais do Ensino Fundamental. Palavras-chave: Semântica da Língua Portuguesa; Ensino Fundamental – Anos Finais; Jornal na sala de aula.
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    A ESCOLA TAMBÉM É UM ESPAÇO DE MEMÓRIA E ANCESTRALIDADE: uma proposta de letramento literário para a diversidade étnica por meio das Literaturas Indígenas
    ( 2022-12-12) COSTA, WALQUIRIA LIMA DA
    Durante séculos, os povos originários não tiveram garantidos direitos constitucionais. Das nações indígenas que resistiram e sobreviveram ao processo colonizador, há o registro feito pelo Censo do IBGE (2010) de cerca de 900 mil indígenas, divididos em 307 povos, que residem em aldeias ou nos centros urbanos, de todos os estados brasileiros. Cada povo com suas especificidades e diversidades de práticas culturais, constituindo-se com grande relevância na construção da ancestralidade brasileira. No entanto, apesar dessa importância para a constituição da nossa identidade, o Brasil ainda desconhece esses povos, suas culturas e histórias. O que contribui, em grande parte, para que tenhamos, arraigados no imaginário nacional, estereótipos negativos sobre os povos nativos, que por sua vez, refletem nos preconceitos e violências física e simbólica que tanto geram epistemicídios e genocídios há cinco séculos. Diante desse quadro, a escola, assim como as universidades e centros de pesquisas apresentam-se como lugares privilegiados para se (re)conhecer esses povos e seus saberes, o que pode propiciar/motivar uma educação cidadã, que respeite e conviva harmonicamente com as diversidades etnicorraciais. Nesse propósito, para valorar a história e cultura afro-brasileira e indígena, foi criada a Lei 11.645/2008 que alterou a Lei 9.394/1996, já modificada pela Lei 10.639/2003, estabelecendo as diretrizes e bases da educação nacional, incluindo, no currículo oficial da rede de ensino, a obrigatoriedade da temática “História e cultura afro-brasileira e indígena”. Portanto, tendo como objeto “o ensino de Literatura Indígena em escolas da rede pública de Imperatriz”, é que se propõe este estudo, visando responder a seguinte problemática: Como a Literatura Indígena é trabalhada nas escolas, campo da pesquisa, para atender à Lei 11.645/2008? Dessa forma, o intuito central desta investigação é analisar de que forma é trabalhada a Literatura Indígena em três escolas da rede pública de Imperatriz, verificando que atividades envolvem a Literatura Indígena e como estas são realizadas nas escolas campo da pesquisa. Para alcançar os objetivos, aos quais nos propomos, foram realizadas pesquisa bibliográfica, exploratória descritiva, assim como adotamos a metodologia da pesquisa de campo, que fez uso da técnica da entrevista e realizou oficinas com professores. Sendo que, para fundamentar este texto, foram utilizados os estudos de Danner (2018), Candido (2006), Graúna (2021), Munduruku (2017), Soares (2015), Thiél (2012), dentre outros. Durante a pesquisa de campo, observou-se o descaso para com os acervos, sendo estes guardados em sala de aula e/ou espaço da biblioteca, mas sem os cuidados necessários para a preservação e o empréstimo. Em duas escolas, foram encontradas algumas obras de autoria indígenas e muitas outras de autores não indígenas. Assim como foi verificado que, em algumas, os professores trabalham a literatura apenas no dia 19 de abril. Procuramos desconstruir esses enraizamentos preconceituosos e cheios de discriminação. Portanto, a oficina em letramento literário indígena auxiliou os docentes, construindo materiais e propostas, orientando como inserirem os textos literários nativos em salas de aulas, mostrando como esses são potenciais instrumentos para se apontar um caminho para o respeito para com a diversidade étnica. Palavras-chave: Literaturas Indígenas; Lei 11.645/2008; Letramento Literário; Memória; Ancestralidade.
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    DO REDEMOINHO DE VILLAMARIM (2016) ATÉ O MUNDO INIMIGO DE RUFFATO (2005): as leituras fílmica e literária no Ensino Médio como possibilidade de apreciação estética do cinema ao livro
    ( 2022-12-12) SOUSA, ANTONIO ISMAEL LOPES DE
    Este trabalho apresenta a leitura de três imagens e sobre três personagens do filme Redemoinho (Villamarim, 2016) e seus respectivos trechos no livro O Mundo Inimigo (Ruffato, 2005), com fulcro na possibilidade formativa de que fala Almeida (2014, 107) e na apreciação estética do cinema ao livro, ocasionada pela partilha e pelas experiências do sensível, nos termos de Rancière (2009b). Para a efetivação dessa tarefa, entrelacei, no que se refere à cinematografia, dentre outras, abordagens em estética, fenomenologia e filosofia do cinema, como é o caso dos estudos de Almeida (2014, 2017), Xavier (2003, 2017), Rancière (2009a, 2009b), Aumont (2004), Mitterand (2014), perpassando por abordagens em cinema e educação, como no caso de Sousa (2017), Teixeira e Lopes (org., 2014), Teixeira et. al (2017), Fresquet (2017), Duarte (2009), apontamentos em letramento cinematográfico, como nos estudos de Couto (2017) e Cavalcanti Júnior (2018), até técnicas cinematográficas, como Van Sijll (2017) e Vanoye e Goliot-Lété (2012). Igualmente, em relação à literatura, contemplei perspectivas com ênfase para a fruição estética, como em Todorov (2012), Lajolo (2002, 2018), Jouve (2002), Eagleton (2006), entre outros, perpassando pelo viés do letramento literário e formação da leitura, como visto em Cosson (2020a, 2020b), Lajolo e Zilberman (2019), Zilberman (2012) etc., bem como sobre a estrutura literária, como Bourdieu (1996) e Barthes et. al (2011). Além disso, com o intuito de ampliar as alternativas de fruição do livro ao filme, sugeri ideias para além da leitura envolvendo imagens e personagens. Acredito que o potencial mobilizador das imagens, como bem lembra Mitchell (2015), aliado às representações dos personagens e outros inúmeros recursos do livro e do filme, figuram tanto como possibilidade de gozo estético, como meio de formação e subsídios para a aquisição de leitura (crítica) em literatura e cinema. Palavras-chave: Leituras fílmica e literária; Apreciação estética; Experiência do sensível; Formação; Educação.