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    ENTRE TERREIROS, CAIXAS E SABERES: educação, rito e aprendizagem nos caminhos formativos do Grupo Kizomba
    ( 2026-07-08) SILVA, YASMIN DE SOUSA
    Esta pesquisa analisa as práticas culturais e os processos educativos desenvolvidos no âmbito do Grupo Kizomba, um coletivo cultural com quase trinta anos de existência sediado na periferia de Imperatriz, Maranhão. O estudo adota a metodologia da pesquisa etnográfica com abordagem qualitativa, combinando pesquisa bibliográfica e de campo, com o suporte de observação participante e entrevistas semiestruturadas. O referencial teórico-metodológico ancora-se nos Estudos do Cotidiano, da Afrodiáspora e da Educação Popular. Adota uma postura ético-política de escrita em primeira pessoa do singular, assumindo a condição de pesquisadora-brincante inserida organicamente no campo, e compreende quais saberes são produzidos, compartilhados e transmitidos por meio das vivências do coletivo, um tempoespaço sociopedagógico de produção de conhecimentos, de linguagem e de resistência cultural. Os resultados apontam que a transmissão dos saberes tradicionais ocorre pela via da ancestralidade, da circularidade e da oralidade, estabelecendo o corpo situado como território de memória viva. Identificou-se que o grupo ressignifica o território usado da cidade ao demarcar pátios escolares e palcos como locais de letramento racial e fortalecimento identitário frente ao racismo estrutural da região. Por fim, foram mapeado os desafios contemporâneos de continuidade do coletivo diante do tempo cronológico comercial e da rotatividade de membros, evidenciando as táticas cotidianas de acolhimento e as redes invisíveis de solidariedade comunitária que garantem a salvaguarda da memória coletiva e afirmam a cultura popular como legítima matriz pedagógica.
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    SAÚDE MENTAL DOS PROFESSORES DAS REDES MUNICIPAL E ESTADUAL DE EDUCAÇÃO BÁSICA: Percursos institucionais do sofrimento docente em Imperatriz-MA
    ( 2026-07-08) BARROS, LETÍCIA PASSOS
    Esta pesquisa teve como objetivo analisar os percursos institucionais que contribuem para o sofrimento mental dos professores da educação básica no município de Imperatriz-MA. A ideia central é que o adoecimento dos professores não acontece por fraqueza individual, mas pelas condições em que o trabalho na escola é organizado. Para isso, foi realizada uma pesquisa qualitativa, do tipo exploratória e descritiva, feita como estudo de campo. Os dados foram coletados em duas etapas: um questionário com perguntas abertas e fechadas, respondido por dez professores das redes municipal e estadual, e entrevistas com duas professoras das redes municipal e estadual. A análise teve como base os estudos de Minayo (2004) e o diálogo com autores como Arroyo (2014), Nóvoa (2009), Freire (1997), Hargreaves (1998), Tardif e Lessard (2005), Dejours (1992), Codo (1999) e Paparelli (2010). Os resultados mostraram um cenário de escolas precárias, com falta de apoio da gestão, sobrecarga de trabalho, inclusão sem suporte e pouco cuidado com a saúde mental dos docentes. Esses problemas levam ao cansaço, à ansiedade e ao adoecimento, que ainda afetam a vida pessoal dos professores. Conclui-se que o sofrimento docente vai muito além do indivíduo e que é preciso criar políticas públicas voltadas para a valorização e o cuidado de quem trabalha na educação básica.
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    MARIA DA CONCEIÇÃO MEDEIROS FORMIGA: caminhos, histórias e memórias da formação docente no município de Imperatriz - MA (1968-1979)
    ( 2026-07-07) SILVA, ULA FABIANA MIRANDA DA
    Esta pesquisa teve como objetivo descrever a historicidade dos aspectos da vida docente de Maria da Conceição Medeiros Formiga, na cidade de Imperatriz (MA) no período de 1968 a 1979. Conceição Formiga, como é conhecida, foi professora normalista lecionando aulas nas escolas públicas e privadas de Imperatriz nos anos de 1968 a 1979. Nesse sentido, com objetivo de compreender de que forma a trajetória de Conceição Formiga contribuiu para a formação docente no município de Imperatriz? buscamos, inicialmente, descrever as histórias e memórias do seu processo formativo nos anos de 1958 a 1967, na cidade de Bacabal (MA), que antecederam a sua vinda ao município de Imperatriz. Em seguida, buscamos evidenciar a sua trajetória de trabalho nas escolas públicas e privadas de Imperatriz, são elas: Escola Normal Ginasial Santa Teresinha, Fundação Educacional Marechal Eurico Gaspar Dutra, Centro de Ensino Estado de Goiás e Centro de Ensino Graça Aranha, nos períodos de 1968 a 1979. E por fim, buscamos em meio aos seus arquivos e narrativas descrever suas práticas educacionais, pedagógicas, cultura material e escolar utilizadas do período. Portanto, para desenvolvimento da pesquisa adotamos a abordagem qualitativa, para coleta de dados utilizamos a entrevista e análise documental, aplicamos a História Oral enquanto metodologia de pesquisa, na perspectiva de Alberti (2008), afirmando ser por meio das entrevistas gravadas que participam ou testemunharam acontecimentos do passado, fica evidente a coleta de dados por meio das conversas durante a análise documental. Para as discussões da presente pesquisa buscamos nos referenciais Burke (2005) e Chartier (2002) com a História Cultural; Souza (2007) com a Cultura Material; Alves (2010) com estudos sobre a Cultura Escolar, e Bosi (1994) sobre as memórias. Conclui-se, portanto, que as pesquisas evidenciam o ponto de vista de Conceição Formiga sobre a educação escolar de Imperatriz, com uso de diferentes recursos pedagógicos, didáticos e metodológicos durante os processos de ensino, e que estes elementos contribuem em parte na constituição da história escolar mais ampla da historio escolar de Imperatriz.
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    A INVISIBILIDADE DO POVO GUAJAJARA NA HISTÓRIA DA CIDADE DE ARAME/MA
    ( 2025-06-06) OLIVEIRA, FRANCINETE SOARES DE
    Este trabalho objetivou analisar a invisibilidade do povo Guajajara na história da cidade de Arame. Buscamos durante a pesquisa responder o seguinte problema: quais os caminhos tomados para invisibilizar os seus moradores indígenas Guajajara na história da cidade de Arame/MA. Optamos pela abordagem qualitativa por esta apresentar os dados de forma descritiva e analisar e discutir os resultados obtidos considerando os autores que deram suporte ao estudo. Para a coleta e análise dos dados utilizou-se de questionários e entrevistas; e para a fundamentação lançamos mãos dos estudos dos pesquisadores: Wagley, Galvão (1955), Gomes (2002). Varga (2002/2008), Zannoni, Pirotta, Zuffellato (2018), Sousa (1989), Oliveira (2019). Os resultados revelam que a história da cidade de Arame invisibiliza a presença e contribuição do povo Guajajara na formação da cidade como a conhecemos hoje.