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    ESTRESSE E DESGASTE NA FORMAÇÃO EM MEDICINA VETERINÁRIA: PERCEPÇÃO DOS ESTUDANTES E A IMPORTÂNCIA DO APOIO PSICOSSOCIAL.
    ( 2026-01-14) SILVA, ANNE KAROLYNE DA SILVA VELOSO ALVES DA
    O curso de Medicina Veterinária é reconhecido não só pelo rigor técnico, mas também pela elevada carga de desgaste emocional que impõe aos graduandos. Este estudo teve como objetivo analisar a percepção dos estudantes de Medicina Veterinária acerca dos fatores estressores vivenciados ao longo da graduação, bem como a percepção dos estudantes acerca da necessidade e adequação do suporte psicossocial oferecido pela instituição. A metodologia constituiu-se em uma abordagem mista, utilizando um questionário estruturado aplicado a 100 acadêmicos, predominantemente vinculados à Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UEMASUL). Os resultados demonstraram uma realidade de elevada pressão acadêmica, no qual 84% dos discentes relataram já ter considerado, em algum momento, abandonar a graduação, principalmente em decorrência da sobrecarga e das exigências do curso. Entre os principais gatilhos de sofrimento destacaram-se o medo da reprovação (65%), a sobrecarga de avaliações e a privação de sono. Na dimensão prática, o medo de cometer erros em procedimentos clínicos surgiu como um dos estressores mais relevantes. Embora 75% dos estudantes relatem conhecer os serviços de apoio psicológico oferecidos pela universidade, apenas 17% os utilizam efetivamente, apontando como principais barreiras a dificuldade de agendamento e a rigidez da carga horária acadêmica. Conclui- se que o esgotamento emocional vivenciado pelos estudantes de Medicina Veterinária é uma experiência recorrente no contexto formativo, evidenciando a necessidade de ajustes pedagógicos e de ampliação e descentralização do apoio psicossocial, de modo a favorecer a permanência e o bem-estar dos futuros profissionais.
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    IMPACTOS DO SOMBREAMENTO NA PRODUTIVIDADE DE BOVINOS DE LEITE NA REGIÃO NORDESTE DO BRASIL: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
    ( 2026-01-16) CARDOSO, MARIELE GOMES
    O estresse térmico é um dos principais fatores limitantes da produtividade na bovinocultura leiteira, especialmente em regiões de clima quente, por comprometer o bem- estar, o desempenho produtivo e a eficiência reprodutiva dos animais. Este trabalho teve como objetivo analisar, por meio de revisão bibliográfica, os efeitos do estresse térmico em bovinos leiteiros da região Nordeste do Brasil e as principais estratégias de mitigação, com ênfase no uso do sombreamento natural e artificial. A pesquisa caracterizou-se como qualitativa e exploratória, fundamentada na análise de artigos científicos, livros, teses, dissertações e publicações técnicas que abordam aspectos fisiológicos, comportamentais e produtivos relacionados ao estresse térmico em bovinos. Os resultados indicam que a exposição a altas temperaturas e a intensa radiação solar provoca aumento da frequência respiratória e da temperatura corporal, além de redução do consumo de matéria seca, impactando negativamente a produção e a qualidade do leite. A literatura revisada demonstra que o sombreamento reduz a carga térmica ambiental, favorecendo a manutenção da homeostase e do desempenho produtivo. Sistemas de sombreamento natural e artificial apresentam eficácia na mitigação do estresse térmico, devendo ser escolhidos conforme as condições ambientais, estruturais e econômicas de cada sistema produtivo. Conclui-se que o sombreamento é uma estratégia essencial para a sustentabilidade da produção leiteira em regiões de clima quente, como o Nordeste brasileiro.
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    PERFIL DE SENSIBILIDADE ANTIMICROBIANA DE BACTÉRIAS GRAM-POSITIVAS ISOLADAS DE VACAS COM MASTITE NA REGIÃO SUDOESTE MARANHENSE
    ( 2025-08-29) SILVA, MARLA THUANY DE SOUSA
    A mastite bovina é a inflamação da glândula mamária de causa multifatorial e complexa que envolve o animal, o ambiente e patógenos e tem como principal forma de tratamento e controle a antibioticoterapia, entretanto, estudos mostram o aumento da resistência bacteriana aos antimicrobianos O presente trabalho teve como objetivo identificar o perfil de sensibilidade antimicrobiana dos microrganismos causadores da mastite em vacas leiteiras da região Sudoeste do Maranhão. Neste estudo, foram analisados 270 isolados bacterianos por meio do teste de disco difusão em ágar Mueller-Hinton, utilizando os antimicrobianos cefoxitina, ciprofloxacino, eritromicina, gentamicina, penicilina, sulfametoxazol + trimetoprima e tetraciclina. A partir de um crescimento overnigh os isolados foram colocados em suspenção em PBS na concentração de 0,5 da escala McFarland, para posterior semeadura e disposição dos discos de antimicrobianos, e incubados por 18 + 2h a 35 + 2°C. Passado o período de incubação os halos foram aferidos com paquímetro calibrado e os resultados tabulados em planilha do Microsoft Excel 2019®. Dentre os isolados, haviam 70 Staphylococcus aureus, 90 Staphylococcus Coagulase Negativo, 67 Staphylococcus Coagulase Positivo não aureus, 36 Bacillus spp., 4 Enterococcus spp. e 3 Streptococcus spp. O padrão de sensibilidade dos micorrganismos foi determinado conforme os critérios do CLSI (2022) e BrCast (2023), categorizando os isolados como sensível (S), intermediário (I) ou resistente (R). Isolados foram considerados multirresistentes quando apresentaram resistência a três ou mais classes de antimicrobianos. Os resultados indicaram que a penicilina foi o antimicrobiano menos eficaz contra os isolados de Staphylococcus spp e Streptococcus spp. O caráter de multirresistência foi encontrado nos gêneros Staphylococcus aureus, Streptococcus spp. e Sthaphylococcus Coagulase Negativa, achado bastante preocupante devido a possibilidade de disseminação desses genes de resistência entre cepas bacterianas tanto da mesma espécie quanto para outras espécies. Para cada grupo de bactérias foram encontrados isolados resistentes a pelo menos um antimicrobiano testado. Nota-se, a importância do conhecimento do perfil de sensibilidade antimicrobiana dos microrganismos da região, como indicador de tratamento eficaz nos rebanhos, bem como na prevenção de riscos à saúde humana.
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    AVALIAÇÃO DE INDICADORES DA SÍNDROME DE BURNOUT EM MÉDICOS VETERINÁRIOS ATUANTES NO SUL DO MARANHÃO
    ( 2025-08-13) SILVA, IRIS JULIANA LIMA
    A síndrome de Burnout é um distúrbio ligado ao estresse crônico no trabalho e foi reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS), como um fenômeno ocupacional. Ela se manifesta por exaustão, distanciamento das atividades e queda de desempenho. Com o aumento das exigências no ambiente profissional, seu impacto na saúde mental se tornou mais evidente. Nesse contexto, a atenção à saúde psicológica desses trabalhadores tem se tornado cada vez mais necessária, dado o aumento expressivo dos casos de esgotamento físico e mental, particularmente em profissões expostas a altas cargas emocionais, como a Medicina Veterinária. O objetivo principal do estudo foi identificar os principais sinais do burnout nessa categoria, relacionando-os às condições de trabalho enfrentadas no cotidiano da prática veterinária. Para isso, foi utilizada uma abordagem quantitativa e descritiva, com a aplicação de questionário eletrônico a 100 médicos veterinários distribuídos em diferentes municípios da região. Os resultados revelaram altos índices de exaustão física e emocional, dificuldades de sono, desmotivação e desejo frequente de abandonar a profissão. Fatores como múltiplas jornadas, baixa remuneração, ausência de apoio psicológico e pressão dos tutores foram apontados como os principais estressores. Conclui-se que o burnout entre veterinários não é uma condição isolada, mas reflexo de fatores emocionais, estruturais e econômicos combinados, reforçando a necessidade urgente de estratégias institucionais de prevenção, suporte emocional e valorização da profissão.
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    ESTRATÉGIAS PARA REDUÇÃO DO ESTRESSE NO TRANSPORTE DE BOVINOS: REVISÃO DE LITERATURA
    ( 2025-08-13) JESUS, YANNA MILLENA DE
    O transporte de bovinos representa uma etapa crítica na cadeia produtiva da carne, com impacto direto no bem-estar animal e na qualidade do produto final. Este trabalho teve como objetivo geral identificar e analisar as principais estratégias voltadas à redução do estresse em bovinos durante o transporte, visando promover melhorias nas práticas de manejo e na eficiência do processo produtivo. Para isso, foi realizada uma pesquisa qualitativa, de natureza exploratória, fundamentada em revisão sistemática da literatura em bases acadêmicas verificáveis. Os resultados evidenciam que fatores como manejo inadequado, ausência de capacitação dos condutores, longas distâncias, falhas no controle ambiental e formação de grupos sociais incompatíveis contribuem significativamente para o estresse dos animais, elevando níveis de cortisol e comprometendo o sistema imunológico e a qualidade da carne. Estratégias como o treinamento de profissionais, planejamento de rotas, agrupamento por afinidade, ventilação adequada e fiscalização mais rigorosa mostraram-se eficazes na mitigação desses impactos. Conclui-se que a adoção integrada dessas práticas é essencial para garantir o bem-estar dos bovinos e a sustentabilidade da cadeia produtiva, sendo necessário o fortalecimento das políticas públicas e da fiscalização para promover mudanças efetivas no setor.