POTENCIAL ANTIFÚNGICO DE ÓLEOS ESSENCIAIS DE PLANTAS DO CERRADO NO CONTROLE DE PATÓGENOS EM FRUTAS DE Carica papaya L.
POTENCIAL ANTIFÚNGICO DE ÓLEOS ESSENCIAIS DE PLANTAS DO CERRADO NO CONTROLE DE PATÓGENOS EM FRUTAS DE Carica papaya L.
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Data
2026-03-10
Autores
SILVA, VANESSA MEDEIROS DA
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Resumo
O mamoeiro (Carica papaya L.) é uma cultura de importância econômica e social no Brasil, destacando-se entre os principais produtos de exportação de frutas in natura. No entanto, sua produtividade é comprometida por doenças fúngicas, especialmente a antracnose causada por Colletotrichum gloeosporioides, que provoca perdas pós-colheita superiores a 50%. Este estudo teve como objetivo avaliar a atividade antifúngica dos óleos essenciais de plantas nativas do Cerrado – pequi (Caryocar coriaceum Wittm), copaíba (Copaifera langsdorffii) e andiroba (Carapa guianensis Aubl.) – no controle da antracnose em mamão. Foram realizados ensaios in vitro, utilizando quatro concentrações de óleos incorporadas ao meio Batata-Dextrose-Ágar (BDA): 25 µL/mL (T1), 50 µL/mL (T2), 75 µL/mL (T3) e 100 µL/mL (T4), além do controle sem óleo (0 µL/mL, T0), avaliando-se o crescimento micelial do fungo previamente isolado de frutos infectados. Ensaios in vivo foram conduzidos em frutos com mais de 50% da casca amarelada, submetidos a assepsia, inoculação com o fungo e aplicação dos óleos essenciais nas
mesmas concentrações. Os resultados in vitro indicaram que o óleo de copaíba apresentou efeito inibitório inicial sobre o crescimento micelial de C. gloeosporioides, principalmente nas maiores concentrações (75 e 100 µL/mL), enquanto o óleo de pequi não apresentou efeito significativo e o óleo de andiroba mostrou efeito estimulatório a partir do quarto dia. Nos ensaios in vivo, todos os óleos essenciais testados não conseguiram controlar a antracnose,
pois o fungo colonizou totalmente a superfície dos frutos, mesmo nas maiores concentrações aplicadas. Conclui-se que, embora os óleos essenciais apresentem potencial antifúngico em laboratório, sua aplicação prática para controle pós-colheita da antracnose em mamão requer formulações mais estáveis e estratégias complementares para superar limitações como volatilidade, baixa persistência e interação com o tecido do fruto.